Médico gaúcho participará de encontro global sobre recuperação justa

Painel debaterá os possíveis impactos da exploração do carvão mineral na saúde humana e planetária

O Médico de Família de uma comunidade rural na serra gaúcha e professor da Universidade de Caxias do Sul, Dr. Enrique Falceto, participará de um encontro global sobre recuperação justa. O evento terá três dias e acontece de forma online de 9 a 11 de abril. Promovidos pela 350.org, os painéis acontecerão em todos os continentes. Entre os participantes estão Greta Thunberg, Francisco Javier Vera Manzanares, Bill McKibben, Vandana Shiva, Naomi Klein, Ailton Krenak, Gilberto Gil, Patti Smith, entre outros.

Falceto será um dos protagonistas do painel Carvão, economia e saúde: os riscos da exploração de carvão para o Brasil, que acontece no domingo, 11, às 15h15 (horário de Brasília). O médico abordará os possíveis efeitos da exploração do carvão mineral na saúde da população que vive no entorno das minas. Duas perguntas norteiam o debate: a poluição do ar deve ser um fator prioritário de análise para os licenciamentos de grandes empreendimentos? Qual o custo do carvão para a saúde pública?

A pergunta norteia, também, a atuação do coletivo Medicina em Alerta. Há alguns meses, um grupo de profissionais da medicina vem discutindo, através de evidências científicas, os impactos da poluição do ar na saúde das pessoas e do planeta. Eles defendem a inclusão de uma Análise de Impacto à Saúde (AIS) no processo de licenciamento da Mina Guaíba. Ferramenta usada há décadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a “AIS é uma ferramenta flexível cujo propósito é facilitar a avaliação dos impactos de empreendimentos à saúde nas políticas e programas de saúde”.

Para Renan Andrade, Organizer da 350.org América Latina e líder do painel, debater a exploração do carvão mineral no Brasil, com destaque para os projetos em andamento no Rio Grande do Sul, é fundamental para informar a população. “Há algum tempo estamos trabalhando a temática do carvão em todo país e fora dele, e percebemos que existe uma tendência mundial para abandono desta matriz energética por diversos motivos. A ideia deste painel vem nesse sentido, trazer este panorama das políticas públicas/tratados e/ou intenções nacionais e internacionais de abandono do carvão mineral, aliada ao conhecimento dos riscos que o Brasil enfrenta e enfrentará se insistir nessa matriz obsoleta. Entendemos que a Mina Guaíba, por exemplo, não é uma pauta regional. É global! Porque todo efeito climático é global. E o Rio Grande do Sul tem a chance de ser exemplo para o mundo. Resta escolher se positivo ou não”, alertou.

Participam do painel com Enrique Falceto, Natalie Unterstell e Bruno Mandelli. Unterstell é especialista em políticas públicas e mudança no clima e foi negociadora do Brasil na Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima entre 2011 e 2015. Mandelli é professor universitário e pesquisa sobre os mundos do trabalho, especialmente sobre os as) trabalhadores(as) da mineração de carvão no sul do Brasil. Falceto é coordenador do Grupo de Trabalho Ambiental da Organização Mundial de Médicos de Família (WONCA)e faz parte do coletivo Medicina em Alerta; é Mestre em Educação em Ciências (UFRGS); co-autor dos relatórios Lancet Countdown Brasil 2018 e 2019; membro do grupo de Saúde Planetária do IEA-USP; e Membro do GT de Saúde Planetária/SBMFC.

A programação completa do Encontro Global por uma Recuperação Justa pode ser conferida aqui.

SERVIÇO
O que: Painel Carvão, economia e saúde: os riscos da exploração de carvão para o Brasil
Quando: domingo, 11 de abril de 2021
Horário: 15h15min
Como assistir: pelo link https://pheedloop.com/justrecoverygathering/login/auth/?redirect=/justrecoverygathering/virtual/

 

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Presidente da FEPAM afirmou que “O carvão não polui na hora que é extraído“. Não poderia estar mais equivocada. Leia aqui nossa resposta publicada no Jornal do Comércio em 08/04/22.

Solicite uma AIS independente para o projeto da Mina Guaíba

Seis sociedades médicas e duas sociedades da saúde gaúchas emitiram pareceres técnicos solicitando uma Avaliação de Impacto à Saúde (AIS) independente e de acordo com critérios da OMS (Organização Mundial da Saúde) para o projeto de exploração de carvão mineral da Mina Guaíba-RS (consulte aqui o dossiê) . A AMRIGS (Associação Médica do Rio Grande do Sul) também já se posicionou (leia aqui) sobre os riscos que o projeto da Mina Guaíba pode oferecer à saúde. Junte-se a elas e assine o pedido pela AIS.

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