Onda de calor: carta à população da região de Porto Alegre

Onda de calor: carta à população da região de Porto Alegre

O coletivo Medicina em Alerta reitera o Alerta 002/CDC/2022 da Defesa Civil de Porto Alegre sobre os cuidados que a população deve ter durante a esperada onda de calor, de oito graus acima do habitual para a época – 10 a 14/01.

Torna-se necessário abrigar-se do sol e calor buscando áreas verdes públicas ou shopping centers refrigerados. É importante hidratar-se e fazer refeições leves. Também é importante levar em conta que algumas medicações de uso habitual podem desidratar, baixar a pressão arterial ou diminuir respostas ao calor (como remédios para pressão e tranquilizantes).

Deve-se reconhecer publicamente que essas ondas de calor, acompanhadas de pequenos “tornados”, já vem ocorrendo nos últimos verões devido àquilo que os cientistas chamam “emergência climática global”.

A temperatura média mundial já subiu um grau acima das médias que a Terra mantinha antes da Revolução Industrial. O funcionamento dos ecossistemas está sendo rompido, em consequência as geleiras estão se dissolvendo, há mais secas e enchentes e mais populações deslocadas pelo clima. A própria COVID19 também está associada às causas da mudança climática.

Há previsão de que a temperatura mundial atingirá mais meio grau em breve. Pode aumentar ainda mais se governos e grande indústria não adotarem a economia verde. Em países desenvolvidos, como Alemanha e Canadá, a geração de energia por carvão mineral está sendo banida, por ser cara, nociva à saúde e contribuir para o aquecimento global. Além disso, sabemos que a qualidade do carvão mineral gaúcho é baixa e que só se torna economicamente rentável com subsídios públicos. Ou seja, é o povo que acaba subsidiando a queima de carvão através de seus bancos públicos, como o BNDES.

O Presidente da República recentemente sancionou a Lei 712/2029 na contramão da saúde e da ciência. Aumenta em 20 anos a autorização de funcionamento de grandes termelétricas a carvão no Brasil, o que possibilita a planejada construção da maior mina de carvão a céu aberto na América Latina a 16Km de do centro de Porto Alegre. Ar e água serão envenenados com metais pesados e haverá impacto na temperatura global! Sabemos que substitutos como energia solar, eólica e hidráulica, entre outras tecnologias limpas, seriam medidas mais baratas e protetoras na nossa saúde, gerando melhores empregos.

O grupo Medicina em Alerta conclama, portanto, toda a população a exigir uma Lei que estabeleça a obrigatoriedade de um Estudo de Impacto na Saúde Humana no EIA RIMA (Estudo de Impacto Ambiental) que os empreendimentos devem apresentar para obterem alvará de funcionamento. Por incrível que pareça isso ainda não está em lei! Assine nossa petição, aqui mesmo no site.

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Nossa Casa, Nossa Saúde

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Presidente da FEPAM afirmou que “O carvão não polui na hora que é extraído“. Não poderia estar mais equivocada. Leia aqui nossa resposta publicada no Jornal do Comércio em 08/04/22.

Vitória da sociedade civil

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O licenciamento da Mina Guaíba continua suspenso e perde força depois que o governo do RS declarou não apoiar o projeto, em 24/09/21.

Solicite uma AIS independente para o projeto da Mina Guaíba

Seis sociedades médicas e duas sociedades da saúde gaúchas emitiram pareceres técnicos solicitando uma Avaliação de Impacto à Saúde (AIS) independente e de acordo com critérios da OMS (Organização Mundial da Saúde) para o projeto de exploração de carvão mineral da Mina Guaíba-RS (consulte aqui o dossiê) . A AMRIGS (Associação Médica do Rio Grande do Sul) também já se posicionou (leia aqui) sobre os riscos que o projeto da Mina Guaíba pode oferecer à saúde. Junte-se a elas e assine o pedido pela AIS.

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